Suporte para extensão de luz feito com material reciclado

Estudos & Trabalhos/ julho 29, 2019

Confira neste post interessante projeto sustentável de suporte para extensão de luz, a partir de materiais de descarte.

Analisamos a capacidade térmica da garrafa PET utilizada; o que é Tc e como saber a temperatura máxima da lâmpada apropriada para o projeto.

Ao final, mostramos em vídeo a construção do nosso suporte para extensão de luz.

Discernir adverte: Por questão de segurança, a execução deste projeto não é recomendada para crianças.

 

Suporte para extensão de luz é mais um projeto útil originalmente apresentado pelo Canal Discernir

 

Capa post suporte para extensão de luzIlustração: Discernir, junho 2018

 

Um dos objetivos do Canal Discernir é incentivar a preservação do meio ambiente, justamente através de ideias que transformam coisas que não estão mais sendo úteis em projetos sustentaveis, de modo a evitar um descarte precoce na natureza.

São projetos que, portanto, por sua própria essência, precisam resultar em algo efetivamente útil.

Não adianta nada fazer um vídeo demonstrando uma ideia que não serve para coisa nenhuma.

Nesse sentido, como exemplo de sustentabilidade, citamos a minimicrorretífica que aparece em uso no vídeo deste projeto, construída com material de descarte tecnológico e outros materiais que iriam parar no lixo.

 

Suporte para extensão de luz com material reciclado – vale a pena investir tempo e trabalho reinventando coisas?

 

Pois é, “nossas crianças agradecem“.

Quem assistiu a outros vídeos do Canal Discernir, já deve ter visto a dita maquininha várias vezes em operação, demonstrando que valeu a pena investir tempo e trabalho para transformar coisas que iriam parar no lixo em, por exemplo, uma verdadeira ferramenta de trabalho.

 

Capa post microrretífica com formato anatômico personalizado.

Imagem: Discernir, junho 2018

 

Com este suporte de luz não poderia ser diferente. Por isso ele foi testado durante várias semanas, principalmente por causa do fator segurança.

Isso porque o propósito foi o de desenvolver um projeto sustentável, utilizando materiais reciclados, de fácil manipulação e comumente encontrados em casa.

 

Desenvolvemos um suporte para extensão de luz 100% construído com material reciclado

 

Nesse contexto, o PET e o PVC foram escolhidos por suas características de leveza, resistência e não condutividade, que garantem a construção de um suporte seguro, leve e capaz de proteger a lâmpada, de modo a ser utilizado como uma eficiente lanterna fluorescente (ou eletrônica) para auxílio em tarefas domésticas.

Por isso, chamamos a atenção para alguns detalhes relativos à segurança deste projeto que devem ser rigorosamente observados:

 

Os materiais utilizados devem ser testados para a viabilidade deste projeto

 

O primeiro teste foi feito com lâmpada modelo espiral, com 20 W de potência.

Nas especificações técnicas dessa lâmpada, a Tc, que indica a temperatura máxima do corpo do seu reator, marcava apenas 40° C.

Ela funcionou normalmente, sem nenhum cheiro que indicasse superaquecimento.

No entanto, o PET encolheu um pouco com o aquecimento, impedindo que a lâmpada pudesse ser normalmente retirada do suporte.

Foi necessário desmontar o suporte para a lâmpada ser retirada.

 

Projetos caseiros também devem observar critérios de segurança

 

É relativamente fácil buscar informações sobre especificações técnicas e demais características dos materiais para uso seguro em projetos caseiros. A Internet é uma ferramenta útil para pesquisa e obtenção dessas informações.

Ressaltamos que o fato de um projeto ser caseiro, não significa que não possa ser feito com razoáveis critérios de segurança. É uma questão de responsabilidade de quem faz.

Consultando informações disponíveis na Internet sobre as características técnicas das garrafas PET e também das lâmpadas deste tipo que utilizamos, constatamos que as garrafas, em regra, amolecem ao atingirem 80° C; começam a derreter em temperaturas acima dos 250°, mas podem permanecer estáveis até 230° C.

 

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-14281998000100007

http://www.jornalcruzeiro.com.br/materia/577846/a-tecnologia-por-tras-de-uma-garrafa-pet

http://blog.novaeletronica.com.br/circuitos-e-esquema-de-lampada-fluorescente-compacta/

http://www.inmetro.gov.br/fiscalizacao/treinamento/lampadas-fluorescentes.pdf

 

Por outro lado, a temperatura das lâmpadas, do tipo fluorescente compactas, também conhecidas como eletrônicas, pode chegar a até 90° C, embora seus reatores suportem variações de temperatura apenas entre 50º e o máximo de 65° C.

Por tais razões, concluímos que, antes mesmo de derreter o PET, o próprio funcionamento da lâmpada já restaria interrompido ao exceder a temperatura (Tc) máxima que o corpo do seu reator poderia aquecer.

Porém, o amolecimento do PET sinalizou que houve um aquecimento de, pelo menos, 80° C entre a região da espiral da lâmpada que dele mais se aproximou.

 

De volta à prancheta de desenho

 

A falta de ventilação e o contato mais próximo da espiral da lâmpada podem ter causado esse superaquecimento, considerando que a “Tc” indicada na referida lâmpada é de apenas 40° C.

Após vários testes, concluímos que, para um suporte construído com uma garrafa PET de energético, do modelo compatível com a que foi utilizada neste projeto, a lâmpada deve ser de modelo triplo e de, no máximo, 15 W de potência.

Este modelo tem diâmetro menor, ficando um pouco mais distante do PET que o modelo espiral primeiramente testado, permitindo uma maior ventilação.

Finalmente, também é fundamental fazer pequenos furos no PET para possibilitar a ventilação.

Com esses dois cuidados – usar lâmpada modelo eletrônica tripla de 15 W (FLE15TBX/3/865/127V/E27/220-240/BL) e fazer furos no PET conforme demonstramos no vídeo a seguir – o suporte de luz foi usado regularmente por várias horas consecutivas, em vários dias, com temperatura ambiente máxima de 32° C, e não houve nenhuma alteração no formato do PET.

Contudo, advertimos que o presente trabalho, expresso no seguinte vídeo, divulga uma ideia que deve ser sempre testada com cuidado, por critérios próprios e de inteira responsabilidade de quem pretender aproveitá-la.

Link do vídeo.

 

Conclusão

 

Existem muitos materiais que podem ser reaproveitados em interessantes projetos de utensílios domésticos. O PVC e o PET, por exemplo, são materiais comumente encontrados em casa, de fácil manipulação, leves, e não condutores de eletricidade.

Projetos caseiros podem e devem levar em consideração o fator segurança, porquanto não faltam informações sobre as características dos materiais, dispostas na Internet, relativamente ao alcance do interessado.

Mostramos aqui uma ideia que pode ser aproveitada principalmente para evitar descarte precoce de materiais na natureza, como incentivo à preservação do meio ambiente.

Contudo, advertimos que o projeto deve ser executado por adultos, com atenção à capacidade térmica dos materiais utilizados que devem ser previamente testados antes de postos em uso.

Esperamos que este projeto possa lhe ser útil.

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